domingo, 28 de agosto de 2011

Dança dos 7 véus


Atendendo a pedidos de minhas amigas, fiz uma pesquisa sobre esta dança...
Existem duas explicações diferentes para a origem da dança dos sete véus. A primeira diz que a dança se originou no mito de Ishtar, deusa babilônica do amor e da fertilidade. Essa história foi adaptada na Bíblia e tornou-se a história de Salomé. Na história original, Ishtar descia ao mundo subterrâneo e ficava lá durante seis meses. Nesse tempo, nada nascia e a terra morria. Mas nos outros seis meses, Tammuz, seu marido, descia para vê-la, a terra renascia e todos comemoravam. Quando descia ao submundo, Ishtar tinha que passar por sete portais, e em cada um, deixaria uma jóia, uma de suas virtudes e um véu. Quando chegava ao destino, já estava nua e indefesa como qualquer mortal. Na Bíblia, essa história é relacionada com a de Salomé. Após dançar para Herodes, o rei ficou tão encantado que lhe disse para pedir qualquer coisa que ele lhe daria. Ela pediu a cabeça de João Batista. Na primeira versão, a retirada de cada véu representa cada portal pelo qual Ishtar teve de passar, e para cada véu a bailarina demonstra um sentimento diferente.
Mas uma segunda versão diz que cada véu está relacionado a um chakra e a uma emoção do ser humano.

 Confira abaixo a cor de cada véu e seu chakra correspondente:
Vermelho: chakra básico
Laranja: chakra umbilical
Amarelo: chakra do plexo solar
Rosa e/ou Verde: chakra cardíaco
Azul: chakra laríngeo
Violeta: chakra frontal
Branco: chakra coronário



O véu na Dança Oriental Egípcia tem uma origem remota, acredita-se que foi introduzido para dar um ar de mistério na entrada da bailarina em cena. Assim como o véu, a dança com mais véus e, principalmente, a famosa Dança dos Sete Véus tem uma história pouco precisa.
Para mim, após estudar com profundidade a representação do véu na dança oriental, acredito que ao dançar os 7 véus, a bailarina entra em contato com sentimentos, bloqueios vencidos, couraças retiradas ao longo do seu processo de amadurecimento através da dança.
A retirada dos véus mostra a superação destes bloqueios que vão sendo vencidos com o tempo e a sua maturidade como pessoa e bailarina.
Devido ao tabu existente nesta dança, sempre que for apresentada, o público deve ser informado pelo apresentador ou através do programa de sua simbologia, valorizando a apresentação e evitando interpretações erradas.
O tamanho dos véus e a disposição deles no corpo da bailarina também é muito pessoal, há publicações conceituadas que definem tamanhos específicos e colocação determinada no corpo.
Como não é uma dança folclórica, a dança dos 7 véus possibilita que cada bailarina estabeleça como criar a sua coreografia, respeitando alguns critérios que são importantes nesta dança:
- Música instrumental de aproximadamente 8 minutos (para a retirada dos 7 véus com tranqüilidade);
- Roupa discreta e clara para ficar harmônica com as cores dos véus;
- Retirar cada véu de maneira delicada, porém rítmica para trazer mais dinâmica a esta dança e atrair a atenção do público;
- Dar maior destaque a alguns véus e deixar outros mais simples equilibrando a dança.
- Explorar giros, descidas, solos, cambrês, entregando-se com emoção a cada seqüência.
- Demonstrar através da música e da expressão a simbologia proposta na dança.
- Para montar a sua coreografia sugiro pesquisar alguns vídeos referentes ao assunto que podem ser encontrados através do Templo do Oriente.
http://artesdanca2007.blogspot.com/2007/10/blog-post_24.html 


by Narin Parvaneh

Nenhum comentário:

Postar um comentário