segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
Origem e Categorias encontrada na Dança do Ventre
Etimologicamente, o termo é a tradução do inglês americano Bellydance, e do árabe Raqs Sharqi - literalmente Dança do Leste.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 700 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).
Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).
Sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade.
Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerada um ritual sagrado. Sua origem data de 700 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).
Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).
Sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade.
Tecnicamente, seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.
Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
* Dança do Ventre - Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
* Dança do Ventre - Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
* Dança do Ventre - Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
A Dança do Ventre no Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.
* Dança do Ventre - Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
* Dança do Ventre - Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
A Dança do Ventre no Brasil sua prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.
Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para sua nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao seu aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.
Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao seu aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.
Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
Dança do Ventre - Espada: Sua origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições. O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo; Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa; Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
* Dança do Ventre - Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes. O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
* Dança do Ventre - Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas. Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.
* Dança do Ventre - Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
* Dança do Ventre - Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
* Dança do Ventre - Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
* Dança do Ventre - Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
* Dança do Ventre - Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes. O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
* Dança do Ventre - Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas. Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.
* Dança do Ventre - Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
* Dança do Ventre - Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
* Dança do Ventre - Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
* Dança do Ventre - Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
* Dança do Ventre - Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
* Dança do Ventre - Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
* Dança do Ventre - Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.
Esta pesquisa se encontra disponivel também na Wikipédia e foi produzida pela Bailarina e Pesquisadora Luciaurea Coelho
retirado do site: http://www.dancealmha.com/danca-do-ventre.htm
by Narin Parvaneh
Dança dos 7 véus
Atendendo a pedidos de minhas amigas, fiz uma pesquisa sobre esta dança...
Existem duas explicações diferentes para a origem da dança dos sete véus. A primeira diz que a dança se originou no mito de Ishtar, deusa babilônica do amor e da fertilidade. Essa história foi adaptada na Bíblia e tornou-se a história de Salomé. Na história original, Ishtar descia ao mundo subterrâneo e ficava lá durante seis meses. Nesse tempo, nada nascia e a terra morria. Mas nos outros seis meses, Tammuz, seu marido, descia para vê-la, a terra renascia e todos comemoravam. Quando descia ao submundo, Ishtar tinha que passar por sete portais, e em cada um, deixaria uma jóia, uma de suas virtudes e um véu. Quando chegava ao destino, já estava nua e indefesa como qualquer mortal. Na Bíblia, essa história é relacionada com a de Salomé. Após dançar para Herodes, o rei ficou tão encantado que lhe disse para pedir qualquer coisa que ele lhe daria. Ela pediu a cabeça de João Batista. Na primeira versão, a retirada de cada véu representa cada portal pelo qual Ishtar teve de passar, e para cada véu a bailarina demonstra um sentimento diferente.
Mas uma segunda versão diz que cada véu está relacionado a um chakra e a uma emoção do ser humano.
Confira abaixo a cor de cada véu e seu chakra correspondente:
Vermelho: chakra básico
Laranja: chakra umbilical
Amarelo: chakra do plexo solar
Rosa e/ou Verde: chakra cardíaco
Azul: chakra laríngeo
Violeta: chakra frontal
Branco: chakra coronário
Mas uma segunda versão diz que cada véu está relacionado a um chakra e a uma emoção do ser humano.
Confira abaixo a cor de cada véu e seu chakra correspondente:
Vermelho: chakra básico
Laranja: chakra umbilical
Amarelo: chakra do plexo solar
Rosa e/ou Verde: chakra cardíaco
Azul: chakra laríngeo
Violeta: chakra frontal
Branco: chakra coronário
O véu na Dança Oriental Egípcia tem uma origem remota, acredita-se que foi introduzido para dar um ar de mistério na entrada da bailarina em cena. Assim como o véu, a dança com mais véus e, principalmente, a famosa Dança dos Sete Véus tem uma história pouco precisa.
Para mim, após estudar com profundidade a representação do véu na dança oriental, acredito que ao dançar os 7 véus, a bailarina entra em contato com sentimentos, bloqueios vencidos, couraças retiradas ao longo do seu processo de amadurecimento através da dança.
A retirada dos véus mostra a superação destes bloqueios que vão sendo vencidos com o tempo e a sua maturidade como pessoa e bailarina.
Devido ao tabu existente nesta dança, sempre que for apresentada, o público deve ser informado pelo apresentador ou através do programa de sua simbologia, valorizando a apresentação e evitando interpretações erradas.
O tamanho dos véus e a disposição deles no corpo da bailarina também é muito pessoal, há publicações conceituadas que definem tamanhos específicos e colocação determinada no corpo.
Como não é uma dança folclórica, a dança dos 7 véus possibilita que cada bailarina estabeleça como criar a sua coreografia, respeitando alguns critérios que são importantes nesta dança:
- Música instrumental de aproximadamente 8 minutos (para a retirada dos 7 véus com tranqüilidade);
- Roupa discreta e clara para ficar harmônica com as cores dos véus;
- Retirar cada véu de maneira delicada, porém rítmica para trazer mais dinâmica a esta dança e atrair a atenção do público;
- Dar maior destaque a alguns véus e deixar outros mais simples equilibrando a dança.
- Explorar giros, descidas, solos, cambrês, entregando-se com emoção a cada seqüência.
- Demonstrar através da música e da expressão a simbologia proposta na dança.
- Para montar a sua coreografia sugiro pesquisar alguns vídeos referentes ao assunto que podem ser encontrados através do Templo do Oriente.http://artesdanca2007.blogspot.com/2007/10/blog-post_24.html
by Narin Parvaneh
Ritmos
Atendendo aos desejos de muitas pessoas, pesquisei em vários sites sobre os Ritmos que envolvem a Dança do Ventre, e sinceramente não pude deixar de ficar maravilhada com o site Caderno de dança do ventre (http://cadernosdedanca.wordpress.com/category/ritmos/) se você ainda não conhece, não perca mais tempo.
Como sabemos, a dança do ventre vai além do preparo físico, é necessário conhecimento, e este site esta repleto de conhecimento.
Além dos ritmos muitos divulgados na dança do ventre, como Baladi,Saidi, Malfuf, Maksoum, eles já tem uma lista de 30 ritmos, com a descrição e alguns vídeos...
Boa Leitura!!!!by Narin Parvaneh
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